Abril Roxo: Fertilidade e Adenomiose – Entender É o Primeiro Passo

Abril Roxo: Fertilidade e Adenomiose – Entender É o Primeiro Passo

Durante o Abril Roxo, voltamos nosso olhar para condições ginecológicas muitas vezes silenciosas, mas que impactam profundamente a qualidade de vida e os sonhos de muitas mulheres — especialmente o de ser mãe.

Uma dessas condições é a adenomiose uterina, que pode estar presente mesmo sem sintomas evidentes e interferir no caminho da gestação.

 O que é a adenomiose?

A adenomiose acontece quando o tecido endometrial — que normalmente reveste a parte interna do útero — cresce para dentro da camada muscular (miométrio). Essa alteração pode causar aumento do útero, inflamação e alterações no padrão de contrações uterinas, prejudicando desde a implantação do embrião até o transporte dos espermatozoides.

 Quem pode ser afetada pela adenomiose?

A adenomiose pode afetar mulheres em diversas fases da vida reprodutiva, mas é mais comum entre os 35 e 50 anos. Ela pode surgir tanto em mulheres que nunca engravidaram quanto naquelas que já foram mães.

Fatores que podem aumentar o risco incluem:

1. Ter engravidado anteriormente

2. Procedimentos cirúrgicos no útero (como curetagens ou cesáreas)

3. Alterações hormonais

4. Histórico familiar de adenomiose ou endometriose

Ainda assim, mulheres jovens e sem sintomas evidentes também podem ser acometidas, o que reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular.

 Como a adenomiose interfere na fertilidade?

Apesar de nem sempre estar diretamente ligada à infertilidade, a adenomiose pode dificultar a gestação por vários motivos:

° Inflamação crônica no útero

° Alterações na receptividade endometrial

° Contrações uterinas irregulares (hipermobilidade uterina)

° Diminuição na qualidade da vascularização uterina

° Impacto na implantação embrionária

Por isso, o diagnóstico precoce e preciso é essencial, principalmente quando existe dificuldade para engravidar.

 Adenomiose e FIV: existe tratamento?

Sim! É possível adaptar o tratamento de reprodução assistida para melhorar as chances de sucesso, com estratégias como:

° Bloqueio hormonal prévio à FIV, com análogos de GnRH

° Ajustes no preparo endometrial antes da transferência do embrião

° Transferência de embriões congelados, em ciclos mais controlados

° Abordagem multidisciplinar, integrando ginecologia, dor pélvica e endocrinologia

Cada caso exige uma avaliação individualizada, considerando o grau da adenomiose, o histórico da paciente e exames como ultrassom transvaginal e ressonância magnética pélvica, com base nos critérios MUSA.

 Diagnóstico e cuidado personalizado

O primeiro passo é buscar um especialista. A adenomiose pode ser silenciosa, mas tem um impacto significativo na fertilidade. Em muitos casos, é diagnosticada apenas durante a investigação de dificuldades para engravidar.

Com um diagnóstico preciso e tratamento adequado, é possível reduzir os efeitos da adenomiose e aumentar as chances de uma gestação bem-sucedida. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para definir a melhor estratégia para cada caso.

Aqui na Clínica Gerar In Vitro, contamos com uma equipe especializada e pronta para oferecer um atendimento individualizado e humanizado. Se você tem dúvidas sobre fertilidade e adenomiose, entre em contato e agende sua consulta. Estamos aqui para cuidar de você. 💜

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