PRP Endometrial: novas possibilidades para melhorar a receptividade uterina e os resultados da fertilização in vitro

PRP Endometrial: novas possibilidades para melhorar a receptividade uterina e os resultados da fertilização in vitro

Na reprodução assistida, cada detalhe conta — e um dos grandes desafios é quando o endométrio não responde adequadamente aos estímulos hormonais ou mantém espessura insuficiente, mesmo após diversas tentativas.

Nos últimos anos, uma nova abordagem tem despertado o interesse de especialistas e pacientes: o uso do PRP endometrial (Plasma Rico em Plaquetas).
Essa técnica tem mostrado resultados promissores para melhorar a receptividade endometrial e, consequentemente, a taxa de implantação embrionária nos ciclos de fertilização in vitro (FIV).

O que é o PRP endometrial?

O PRP é obtido a partir do sangue da própria paciente, por meio de uma coleta simples e rápida.
Após o processamento laboratorial, o plasma é enriquecido com plaquetas que contêm fatores de crescimento, como o PDGF (Platelet-Derived Growth Factor), TGF-β (Transforming Growth Factor-beta) e VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor).

Essas substâncias têm ação regenerativa e estimulam a angiogênese, proliferação celular e cicatrização tecidual.
Quando aplicado diretamente na cavidade uterina, o PRP pode ajudar a melhorar a espessura e a vascularização endometrial, criando um ambiente mais favorável para a implantação do embrião.

Evidências científicas e resultados promissores

Nos últimos anos, diversos estudos avaliaram o papel do PRP endometrial em pacientes com endométrio fino, falhas repetidas de implantação e histórico de baixa receptividade uterina.

Uma meta-análise publicada em 2023 no periódico Frontiers in Endocrinology revisou dados de 16 estudos clínicos e observou que o uso intrauterino de PRP melhorou significativamente a espessura endometrial, as taxas de implantação, de gravidez clínica e de nascidos vivos em pacientes submetidas à FIV, quando comparadas aos grupos controle.

Referência científica:

Maleki-Hajiagha A., Razavi M., Rouholamin S. et al. Intrauterine infusion of autologous platelet-rich plasma in women undergoing assisted reproduction: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Frontiers in Endocrinology. 2023; 14:1118904. https://doi.org/10.3389/fendo.2023.1118904

Esses resultados reforçam o potencial do PRP como uma ferramenta complementar em casos de difícil manejo, especialmente para mulheres com falhas repetidas de implantação ou endométrio persistentemente fino.

Uma nova forma de esperança

O PRP endometrial não é uma promessa milagrosa, mas sim uma alternativa baseada em evidências científicas que pode trazer novas possibilidades para pacientes que enfrentam desafios importantes na jornada reprodutiva.

Na reprodução assistida, a personalização é essencial. Avaliar cada caso com cuidado e discutir os potenciais benefícios e limitações do PRP faz parte de uma abordagem responsável, humana e atualizada.

Na Gerar in Vitro, acreditamos que a tecnologia deve caminhar junto com o acolhimento e a esperança.
O PRP endometrial representa exatamente isso: uma combinação entre inovação, ciência e sensibilidade, que pode transformar histórias e renovar possibilidades.

Converse com a nossa equipe médica sobre o PRP endometrial e venha descobrir se essa pode ser uma opção boa e viável para você.

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